"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."

Agostinho de Hipona

18 de maio de 2009

Duas coisa que gostaria de ter falado...

Gostaria de ter dito:


É tempo de festa na Igreja?

Disse J.I.Packer, "Put Holiness First", em Christian Life, maio de 1985, p.46:"No final das contas, sobre o que é que pregamos e ensinamos e produzimos programas de TV e fitas de vídeo uns para os outros em nossos dias?

A resposta geral à minha pergunta parece ser: sucesso e euforia ; obter de Deus saúde, prosperidade, ausência de preocupação e constantes sensações alegres."O que mais me dói quando leio obras de homens e mulheres realmente usados por Deus é que parecem serem ditas ao vento.
Estou lendo René Padilha (Missão Integral) - e seu texto de 75, refletindo um problema atual (em seus dias), infelizmente continua ainda mais atual hoje. O mesmo se dá com Moltmann (64 - teologia da Esperança), com Tozer (qualquer coisa, década de 60), e por aí vai.Packer, assim como outros é atualíssimo, pois há uma enxurrada de "palavra" sendo pregada, uma verborragia, nas palavras de Padilha, com resultados pífios. Mas em nome do pragmatismo, e do proselitismo descarado (com frases do tipo: "aqui Deus cura..." - está na hora de curar teu orgulho, caro "apóstolo"), em nome de templos cheios (de dizimistas, e números - "sucesso ministerial" - vaidade das vaidades), em nome do interesse espúrio e falso, vemos uma pregação vazia de prática e autenticidade; e tão verdadeira quanto uma nota de R$2,50.

Uns podem dizer que estou errado. Não vou discorrer muito sobre a questão, mas apenas 3 pontos:

1- Se o "evangelho" está crescendo, e o número de convertidos aumentando, por que o nível de analfabetismo, não diminui? Por que o número de crimes não diminui? Por que o número de políticos cristãos com testemunho de moral elevada não aumenta? Por que não se gasta menos em programas de televisão, som de igrejas e ar-condicionado de templos, e se investe mais em ação social? Quem separou o evangelho da ação social? Cristo, muito mais que anunciando o evangelho, mostrou-se sempre solidário com os necessitados

leia o texto na íntegra aqui: PavaBlog ou no link abaixo.

Alberto M de Oliveira do Blog Ecclesia Reformanda



Eu não culpo o Régis Danese

Eu não culpo o Régis Danese. Nem tão pouco os cantores "gospel". Penso que de certa forma eles são fruto de um sistema, são apenas a ponta do "iceberg". O buraco é mais embaixo.Desde que alguém descobriu que gravar músicas cristãs, evangélicas, gospel (ou chame como quiser) dava muito dinheiro, a coisa toda se perdeu. Criou-se um mercado que para sobreviver precisa de lucros, e isso a qualquer custo. Não precisa ser cristão. Não precisa crer no que se canta. Não precisa ter compromisso. E, pasmem, nem sequer precisa cantar bem! Precisa apenas dizer as palavras certas no momento certo, na igreja ou convenção certa e pronto! Os cd´s e dvd´s vão sendo vendido ás turras e a conta bancária vai engordando. Mas onde começa tudo isso?Começa na cabeça dos pastores desse pessoal. Começa na liderança da Igreja onde eles congregam. Sim, porque conceitos são ensinados e absorvidos, não caem do céu. Esse pessoal é estimulado a ser "cantor" do Senhor, e colocam na cabeça deles que o sonho maior a ser conquistado é gravar o cd/dvd, e assim será mais fácil "conquistar o Brasil". Esses líderes moldam a mente e o coração dos pupílos, a ponto de mesmo sem entender nada da matéria, vemos que tal cd/dvd teve a sua produção executiva pelo pastor/bispo/apóstolo fulano de tal.Os pastores e líderes na verdade dão corda ao desejo de fama desses pobres discípulos, que acabam caindo na tentação e trilham o caminho da "fama evangélica".

Soma-se a isso nós, um bando de tontos que ouvimos, compramos, assistimos, gravamos, pagamos e divulgamos esse mercado nojento da música gospel/evangélica/cristã, que de santa não tem nada. Nós temos culpa nisso tudo. Pagamos milhares de reais para que esses caras cantem em nossas igrejas, damos a "oportunidade" e o microfone para que eles ensinem (e mal!) os nossos irmãos. Pagamos suas passagens de avião; atendemos às suas absurdas exigências para participarem por 30 minutos contados no relógio das nossas atividades.

Nós somos os culpados. Se eles existem é porque nós consumimos.
Por isso, não culpo o Régis Danese e Cia Ltda.
Reconheço a minha parcela de responsabilidade.

Maurício Boehme no Eletroacústico

5 comentários:

aindaexistepaz.com disse...

Sua análise dos "Evangélicos atuais" é muito boa! Precisamos mesmo refletir acerca da nossa situação atual; precisamos com mais intensidade orar, pois só mesmo o Senhor pode fazer a mudança que precisamos que seja feita, Um abraço.

miriam disse...

É uma realidade muitos tem usado o evangelho com meio para se promoverem, pois descobriram um mercado rentável entre o povo de Deus.Onde a grande maioria são pessoas simples e que confiam na palavra dos outros.
Triste mais o dinheiro pode ser o motivo maior de muitos estarem nesse negócio.

Mario disse...

Obrigado pela visita Valney!

Continue firme na sua tarefa: "Ide por toda a web e blogai a todos os internautas e navegadores sem rumo..."

Parabéns pelo seu Blog...

Mario disse...

Miriam,

Recomendo a leitura do livro "Explosão Gospel" Magali Cunha. Esse livro mostra como a Igreja (nós, portanto)se comporta tal qual a sociedade onde estamos inseridos: consumismo, competitividade, ídolos e artistas, banalizando o sagrado e fazendo do Reino de Deus um "grande negócio".

Não conseguimos ser relevantes na nossa sociedade...

Obrigado pela visita!

rejane disse...

É de se pensar ?mas é ,biblia mas nada do que biblia.se cunprindo.