"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."

Agostinho de Hipona

2 de setembro de 2009

Vem aí A bacia das almas, de Paulo Brabo



Livro é uma coletânea de mensagens do autor a respeito da vida e suas diferentes facetas


Em novembro, a Mundo Cristão lança A bacia das almas - Confissões de um ex-dependente de igreja, primeira obra de Paulo Brabo pela editora. O livro é uma seleção de mensagens escritas pelo autor em seu blog por um período de cinco anos.

Os textos refletem as angústias e as reflexões do próprio autor sobre diversos temas: igreja, espiritualidade, cultura, literatura, sociedade, cinema, entre outros aspectos que formam o ser humano.

Batizado Paulo Roberto Purim, Paulo Brabo afirma que suas idéias estão condenadas à reformulação eterna, são pensamentos inacabados em constante mutação e evolução.

A expressão que deu título ao blog e também ao livro, "bacia das almas", refere-se ao recipiente em que são depositadas as esmolas nas igrejas, e que acabou gerando a expressão popular "na bacia das almas", isto é, vender ou ganhar "no último instante, no calor do momento, sem negociação ou ponderação".

A bacia das almas não é um tratado anti-igreja, como podem pensar alguns ao notar seu subtítulo. O ex-dependente de igreja Paulo Brabo refere-se ao ativismo exacerbado com o qual esteve envolvido por muitos anos, sob o equívoco de que este envolvimento refletia a profundidade de sua fé e espiritualidade. No livro, há um capítulo destinado a essa justificativa. Nele o autor escreve:

"Preciso confessar que durante trinta anos fui consumidor de igreja.
Durante trinta anos fui dependente de igreja e trafiquei na sua produção.

Devo confessar o mais grave, que, durante esses anos, abracei a crença (em nenhum momento abalizada pela Escritura ou pelo bom senso) que identificava a qualidade da minha fé com minha participação nas atividades - ao mesmo tempo inofensivas, bem-intencionadas e autocentradas - de determinada agremiação. Em retrospecto, continuo crendo em mais ou menos tudo que cria naquela época, porém, contra minha vontade, contra minha inclinação e contra a força do hábito, fui obrigado a abandonar essa crença confortante e peculiar (espiritualidade = participação na igreja institucional).

[...] Ao contrário de alguns, não sinto de forma alguma ter sido abusado pela igreja institucional; sinto, em vez disso, como se tivesse sido eu a abusar dela. Minha impressão clara não é ter sido prejudicado pela igreja, mas de tê-la usado de forma contínua e consistente para satisfazer meus próprios apetites - apetites por segurança, atenção, glória, entretenimento, aceitação."

As reflexões de Paulo Brabo levarão você a também repensar o seu papel dentro da igreja e na sociedade, a enxergar com outros olhos o mundo em que está inserido.

Fonte: Mundo Cristão

4 comentários:

A. Porto disse...

Muito bom, o Paulo Brabo deixou de ser um viciado em igreja e se tornou gay. Ele namora um italiano chamado Ramperto e frequentemente vai a Itália encontrar seu amor, tão barbudo quanto ele.

E esse afastamento dos princípio de deus é comemorado e louvado como se ele tivesse descoberto a roda. O homem não vai à Igreja, critica impiedosamente os cristãos, é homossexual e defende o homossexualismo e é aplaudido.

Parabéns nem o Diabo em pessoa faria melhor.

Rodrigo de Aquino disse...

Bem, se ele é gay, eu não sei, até mesmo porque não tenho nada que prove isso, então não posso acusá-lo como fez o sujeito acima, por sinal, muito indelicado (tu tens como provar essa declaração? pq se não tens, é bom ficar quieto).

Mas numa coisa eu concordo, esse livro para mim não tem valor algum. POis um sujeito que se refugia numa espécie de mosteiro particular não tem "moral" para ficar dando pitaco. Se isolar e criticar é fácil. Difícil é não concordar mas tentar conviver. Campeões são para mim aqueles que, mesmo enxergando os desvios, vendo a liderança vibrando com heresias de animadores de auditórios, procura permanecer e tentar fazer alguma diferença, esses sim, enfrentam a batalha, para mim, Brabo se escondeu na trincheira com as calças borradas... suas palavras para mim não peso algum...

Mario disse...

Tens razão na questão da omissão Bibo, é mais confortável e seguro!

Anônimo disse...

Sem comentário. Paulo Brabo é ótimo para apontar os erros da igreja, a falta de amor etc., e também é ótimo para defender o amor desvirtuado
http://www.baciadasalmas.com/rubricas/fe-e-crenca/divino-preconceito/
Conheço pouquissimos marxistas que não são homossexuais ou bi. Essa é a pura verdade.